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Vamos contar uma (a ) história

 

Em 2002 numa inesquecível viagem ao deserto marroquino conhecemos a Lina.

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Regressados a Portugal, fomos mantendo o contacto (um e-mail aqui, um telefonema acolá …) e reencontrámo-nos em 2005.
Foi então que conhecemos o António Fael (entretanto a Lina tinha casado …) e soubemos da existência de um sítio chamado Casal de S. Simão, onde ele tinha reconstruído uma casa há alguns anos atrás.

Visitámos o “Casal” no início do Outono e, apesar de chover intensamente, existir uma enorme vala no meio da única rua e haver lama por todo o lado, ficámos presos aos encantos da aldeia.
Surgiu logo a vontade de ter uma casa naquele local lindíssimo, mas não havia nenhuma disponível. Visitámos outras aldeias mas só aquela nos apaixonou.

No início de 2006 uma casa ficou à venda. A única em alvenaria, sem pedra exterior, com estores verdes e nada bonita.
Depois de vários acertos e desacertos lá fomos discutindo o preço até que, em Outubro desse ano, comprámos a casa que pertencera à D. Almerinda e ao Sr. Manuel.
A ideia era manter tudo como estava, não habitar a casa, esperar para recuperar “as finanças” e ir pensando nas obras de reconstrução/ reabilitação.
Subitamente vimos o potencial da casa! Mesmo velhinha, nada confortável, com paredes pretas de gordura, sem qualquer isolamento de temperatura ou som e sem varanda para o vale. E se, com pequenos toques, a casinha ficasse habitável?

 

Com muita imaginação, bastante trabalho e a ajuda dos nossos amigos, pusemos mãos à obra. Pintura e repintura, reinstalação eléctrica, esboço de canalização, alguns móveis e uns requintes de conforto como o aquecedor de toalhas e as luzes da cozinha, tornaram a casa muito agradável.

Estamos muito agradecidos ao Fael e ao João pela canalização, ao Jó Bento pela instalação eléctrica, à Rosa pelas sugestões e participação no amarelo das pinturas e à Lina, pois sem ela não teríamos conhecido o casal de S Simão.

 

 

 

 

No início de 2007 percebemos que seria necessário refazer a casinha, isto é: deitar tudo abaixo e construir de novo! Fomos imaginando, fazendo desenhos e mais desenhos até que, no domingo de Páscoa iniciámos o contacto com os arquitectos Célia e Pedro de quem hoje somos amigos, e o projecto de arquitectura ao longo do tempo ganhou forma, enquanto a Gi fazia o projecto de arranjos exteriores.
Fases difíceis e desafiantes com imensos pedidos de autorização, licenças, papelada e mais papelada mas, finalmente, no início de 2008 estava tudo autorizado. Pedimos orçamentos para construção da nova casa (e ainda a demolição da antiga) e ficámos em “estado de choque”: era imenso dinheiro !!!

 

 

Durante mais um ano a casa foi cumprindo a sua missão. Permitiu óptimos fins de semana e algumas férias. Recebeu os nossos amigos e família, alguns até vieram da Holanda, do Canadá e do Brasil … serviu de porto de abrigo a magníficos passeios a pé e de carro.
Ao longo desse período fomos fazendo economias, sonhando com a nova casa e imaginado requintes de pormenor.

Só em Maio de 2009 foi possível iniciar a obra, que em Agosto de 2010 ficou concluída.
Foi um percurso agradável, sem percalços, com uma sintonia perfeita com o Sr. Eduardo (construtor) e o Sr. Mário (encarregado da obra) com o acompanhamento da Célia e do Pedro. Nós estivemos sempre presentes a vê-la crescer e atentos aos pormenores (às vezes duas viagens por semana de Sintra até ao Casal S. Simão), enquanto o Jó e a Rosa nos davam guarida e a Alice e o Alberto cederam a arrecadação para guardar o nosso “espólio”.

 

Valeu a pena e estamos muito orgulhosos da “Casa Amarela”.
Um agradecimento especial aos nossos filhotes, a Gi e o Flip que estiveram sempre presentes com apoio, inspiração (e alguma transpiração) e à Nana que adora a aldeia e está sempre disponível para ir connosco e ajudar.
Falta só explicar que o nome “Casa Amarela” tem a ver com os desafios iniciais de tornar a velha casa habitável, sendo que as paredes interiores de várias divisões foram pintadas de amarelo para esconder o “escuro” dos anos e do uso.
Depois, durante a construção, manteve-se sempre de pé uma parede amarela e uma tomada da mesma cor.

 

Já na fase quase final surgiu o isolamento amarelo o que foi um susto para os nossos amigos: será que a casa vai ficar amarela??? E ficou … Amarela de seu nome !

 

O quadro que está atrás da porta documenta a história
e comprova a cor Amarela sempre presente.

Casal de São Simão, Maio 2011

 

Elsa & António